
Há
doze anos Maria Clara Fernandes é uma escultora em atividade.
Seus temas estabelecem diálogos entre a feminilidade e
a condição humana traduzida em mitos. Sua vivência
existencial abre passagens subterrâneas entre a construção
de mulheres em repouso com personagens mitológicos e Deuses.
Uma simbiose entre o finito e o infinito se estabelece. Enquanto
no barro se constroi e reconstroi situações, atitudes
e figuras - passagem finita - no bronze se cristaliza a infinitude.
O observador encontra nas peças de Maria Clara Fernandes
calma e tranquilidade, como dafne ao se transformar em árvore.
O barro é usado para construir seus personagens silenciosos
e desalucinados expressando lentos movimentos, o que nos leva
a contemplação.
Nelson Somma Junior